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icroparasitóides quando o assunto é tolaim. Por exemplo, em Chulin 67b, há uma discussão
sobre frutas e leguminosas e folhas sequer são discutidas. Quanto aos insetos mencionados,
somente são mencionados insetos grandes e facilmente vistos a olhos nus por uma pessoa normal.
O mesmo acontece em Makot 16b, quando se fala em tolaim como a lagarta, vespa e formiga.
Se, por um lado, não há menção no Talmud sobre micro-parasitóides, por outro, há
exemplos de alimentos que os contém e, ainda assim, eram consumidos normalmente. Por
exemplo, em Chulin 6a, enquanto o Am haAretz não é confiável para questões de terumot e
maaserot, ele o é para algum alimento no qual ele usou dill e outras folhas. Isso significa que a
verificação feita por um Am haAretz era suficiente para que um Talmid Chachamim possa comer.
Um outro exemplo aparece em Berachot 16a. Nessa página, o Talmud discute em detalhes
qual é o tempo que um trabalhador pode destinar para fazer suas rezas. Por detrás da discussão, a
necessidade de um equilíbrio entre as obrigações religiosas do trabalhador e a necessidade do seu
rendimento no trabalho para o seu empregador. Conclui-se, por exemplo, que até mesmo a última
berachah do Birkat haMazon não é recitada, terminando em Boneh Yerushalaim. Apesar disso, há
explicitamente um passuk que diz que um trabalhador no campo pode comer uvas a vontade
(Devarim 23:25). Isso é halacha que vale para outros produtos da terra e que é discutida em
detalhes em Baba Metzia (87a-93b) e é codificada no Shulchan Aruch (Choshen Mishpat 337).
É halacha explícita da Torah que o trabalhador do vinhedo podia comer uvas ao longo do
trabalho. Mas, se o trabalhador sequer podia fazer o Birkat haMazon completo, como ele poderia
parar e fazer uma verificação detalhada para encontrar micro-parasitóides?
Um último exemplo, a Mishnah em Baba Batra (6:2) diz que quando a pessoa compra itens
em quantidade, ela aceita que um percentual naturalmente virá em um padrão abaixo do desejável.
Um dos exemplos que a Mishnah oferece é o do figo, dizendo que é aceitável que de cada 100
figos, 10 estejam com tolaim. Apesar disso, em Avodah Zarah 30b, Rabi Eliezer diz que apesar de
haver um receio de que uma cobra poderia ter destilado seu veneno no figo, é permitido comer
figo a noite, mesmo que não se consiga ver. Assim é a halacha prática no Mishneh Torah (Sefer
Nezikin, Hilchot Rotzeach uShemirat haNefesh 12:3). Assim fala o Rif, o Rashba, o Smag, o Tur
e outros. NENHUM deles sequer levanta o problema de tolaim. Como seria possível fazer uma
verificação extremamente detalhada se estava tudo escuro e a pessoa não podia nem mesmo ver?
O mesmo vale para os trabalhadores do campo que podem comer figo, mas estão proibidos
de descascá-lo. (Tossefta Baba Metzia Cap 8, Halacha 5 bem como no Talmud Yerushalmi Baba
Metzia, Cap 7, Halacha 2)
CONCLUSÃO – Nem o Talmud nem os rishonim discutem micro-parasitóides e, além disso,
comiam folhas e frutas sem levá-los em consideração.
A2 – Microscópio, Entomologia e Acharonim
No século XVII, vemos a popularização do microscópio e o advento da entomologia
(ciência que estuda os insetos). No século seguinte, Anton van Leeuwenhoek publica seu estudo
sobre a embriologia dos afídios, descobrindo que faziam partenogênese. É justamente nesse
período que vemos um interesse dos acharonim sobre esses animais e aqui vemos uma imensa
discussão sobre qual é o status desses animais, quando eles podem ser ignorados e quando não.
Algo que sobressai nessas primeiras teshuvot sobre o tema é que os rabinos afirmam
categoricamente que antigamente não se sabia da existência desses bichos.
Em linhas gerais, a discussão se dá sobre o status haláchico desses pequeníssimos insetos.
Em primeiro lugar, se pergunta se a existência desses micro-parasitóides tem qualquer implicação.
Por exemplo, desde o Sinai até o século XVII, judeus em todos os lugares comiam Maror. O que
falar sobre todas as gerações, dos profetas até o Rav Yosef Karo? Devemos dizer que eles comiam
tolaim beShogeg?
Detalhar cada aspecto dessa discussão seria matéria de um livreto inteiro e não cabe no
escopo dessa carta, cujo objetivo é oferecer em linhas gerais para meus alunos e amigos uma luz
diante do que está acontecendo. Contudo, irei falar um pouco sobre a halacha no próximo item.
A3 – A natureza mudou
Ouvi de alguns de meus alunos que hoje em dia há rabinos que defendem seriamente que
os micro-parasitóides que abundam hoje não existiam antigamente. Supostamente, o motivo seria
a “queda das gerações”, um fenômeno que faz que uma geração seja inferior a geração anterior e
o nível de espiritualidade esteja sempre diminuindo de uma geração com relação à anterior. De
acordo com essa visão, há uma relação de causa e efeito (ou, no mínimo, uma correlação) entre o
nível espiritual e os tolaim: quanto mais decadente é a espiritualidade, mais tolaim são
encontrados.
O corolário dessa teoria é que antigamente, no período da Mishnah, do Talmud, dos
Geonim, dos Rishonim e até do Shulchan Aruch, o nível espiritual era alto o suficiente para não
haver tolaim.
Contudo, logo após a popularização do microscópio e o interesse científico pelos microparasitoides houve uma grande queda nas gerações e esses tolaim décadas depois passaram a
infestar os alimentos, levando os rabinos a discutir o novo fenômeno.
Outros, oferecem alternativas mais materiais como a globalização, que trouxe produtos
estranhos à fauna local ou ao uso de inseticida que indiretamente contribuiu para o aparecimento
de certas espécies de tolaim.
Me dói ter que dizer de forma direta e clara, mas sou obrigado a fazê-lo. No passado, os
rabinos eram respeitados pela sua sabedoria da Tor
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